O que têm Ramalho Eanes e Ai Weiwei em comum? Nada. O artista chinês está exilado em Portugal (onde há “sol 300 dias por ano”) e foi entrevistado pelo ‘Times’ na passada sexta-feira; ele explica a razão por que a China (onde todas as referências ao seu trabalho foram apagadas da esfera pública mas é ainda o mais famoso do país) se tornou forte com trabalho, obstinação, história e disciplina, ao contrário do “Ocidente” que até agora teve 40 anos de globalização a seu favor e fez dos asiáticos – incluindo a Índia – uma espécie de súbditos. A teoria da história de Ai Weiwei não é a mais sofisticada, mas é verdade crua quando diz que “daqui a 200 anos, talvez o Ocidente recupere”, mas que para já está a perder. E o que disse Eanes ontem, depois de votar? Que “o mundo passou da lei da ordem para o poder e a desordem, e vai complicar-se ainda mais” – e que em breve estaremos obrigados a “salvaguardar o nosso território”. Na realidade, estão ambos a falar da mesma ordem e da mesma desordem, a partir de lugares diferentes.
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