As televisões acompanharam António José Seguro a descer as escadas da sede do seu partido no Largo do Rato, solitário, sem uma única declaração, deixando atrás de si a gritaria que assinala uma vitória vingativa. Depois, entrou no carro e seguiu pela rua deserta para as Caldas da Rainha e uma vida independente. As motos das televisões não o acompanharam por muito mais tempo. Esta descrição não é de domingo, mas de há dez anos, quando Seguro foi derrotado por António Costa depois de uma eleição esdrúxula, e é difícil não a recordar quando o homem empurrado dessa forma deselegante para fora do partido regressa agora como provável presidente da República. A não ser para as contas pessoais e partidárias, com as suas minudências e sobrevivências (Montenegro tem agora um combate letal, que começou por falhar situando-se fora dele, tal como Mendes e Cotrim, o que foi uma pena), a segunda volta das presidenciais não é um confronto entre esquerda (qual?) e direita (qual?), mas entre duas formas de falar. Já não é pouco.
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A segunda volta das presidenciais não é um confronto entre esquerda (qual?) e direita (qual?), mas entre duas formas de falar. Já não é pouco.
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