Os ingleses jantam entre as seis e meia e as sete; os espanhóis, desde a reforma laboral de Zapatero, o homem de plástico, jantam mais cedo; os franceses acomodam-se a jantar cada vez mais cedo, imitando o horário inglês, para nem falar dos nórdicos, onde é noite às duas da tarde e depois se embebedam. Há aqui uma inversão de valores e imitação dos americanos, que jantam às cinco da tarde – e olha o país da treta em que vivem. Há três restaurantes no meu bairro que às sete estão cheios (jantares às seis e meia) de estrangeiros que comem de pulôver amarelo e sandálias com meias, bebem rosé e mandam embora as azeitonas. A essa hora, os personagens de Eça ou de Balzac ainda nem tinham tomado os aperitivos da tarde, nem estavam vestidos para sair. Nenhuma pessoa decente janta antes das sete, digamos. Eu sou dos que janta cedo, mas sete e meia é um limite; está na hora de defender os nossos valores e de não sucumbir ao “estilo de vida saudável” dos reformados estrangeiros que andam a mudar o horário da nossa vida.
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