Não consigo ler ‘Jane Eyre’, de Charlotte Brontë (1816-1855), sem achar que se trata de um dos grandes romances europeus depois do ‘Quixote’, do ‘Lazarilho’ ou de ‘Robinson Crusoe’. Sinto o mesmo em relação a ‘Tristram Shandy’, de Laurence Sterne, a ‘Orgulho e Preconceito’, de Jane Austen, ou ‘O Monte dos Vendavais’, de Emily Brontë, irmã de Charlotte, e que me lembra o conformismo da obsessão amorosa. Mas ‘Jane Eyre’ é uma história que não necessita de consolo, a de um confronto entre deserdados da beleza (tanto Jane como Edward Rochester); e Jane é o modelo da mulher independente que ganha o direito a sobreviver. Em quase todos os romances de que gosto há essa luta pela independência e pela sobrevivência, em que a ideia de dignidade é o cenário em que tudo decorre; deve ser outro tipo de obsessão. Ao folhear ‘Jane Eyre’ de novo, verifico as suas paisagens e incêndios. Passam hoje 210 sobre o nascimento de Charlotte, uma das irmãs Brontë (com Emily e Anne): era desengraçada, magra, triste, morreu aos 38 anos.
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