No Livro III de ‘Os Trabalhos de Persiles e Segismunda’, Cervantes coloca os seus personagens em Lisboa (onde o escritor viveu em 1581, antes de viajar como espião para a Argélia atual, onde fora prisioneiro em 1575, depois da batalha de Lepanto) – e eles portam-se bem; gostam da cidade e dos portugueses. É o derradeiro livro de Cervantes, impresso um ano depois da sua morte, que ocorreu há 510 anos, cumpridos hoje, 22 de abril. É um final triste. Escreveu o 2.º volume do ‘Quixote’ em 1615, dez anos depois da saída do primeiro (e só porque já alguém tinha publicado edições falsas); conclui ‘Os Trabalhos de Persiles e Segismunda’ três dias antes de morrer, convencido de que era a sua obra maior, porque o ‘Quixote’ tinha “certos erros”. Imagine-se, desvalorizar assim o grande romance moderno, o folhetim de aventuras do “cavaleiro da triste figura”. Daqui a uma semana falaremos de Shakespeare cuja morte dista poucos dias da de Cervantes; encontraram-se a caminho da eternidade e lá permanecem a salvo, até hoje.
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