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Francisco José Viegas

Francisco José Viegas

Escritor

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19 de junho de 2026 às 00:30

As nossas últimas guerras dignas de nomes em território nacional foram as guerras civis do século XIX, ou guerras liberais, entre 1832 e 1834, anos depois das invasões francesas. Se a isto acrescentarmos a penúria a que foram condenados mosteiros e igrejas num período posterior a 1836 e, depois, durante a República, podemos dizer que tivemos sorte — ou seja, tendo sido poupado às duas guerras mundiais, Portugal não sofreu a destruição do património edificado que outros países europeus enfrentaram. Só nós mesmos fomos os responsáveis pelo seu abandono. Recentemente, o ‘Expresso’ dava conta de como vai ser difícil obter o reconhecimento da categoria de Património Mundial da Unesco para uma série de lugares candidatos. Portugal não é um lugar infindável, nem a lista de monumentos (os últimos distinguidos foram Mafra e o Bom Jesus). Mas isto lembra que o turismo tem visitado e ressequido esses lugares, e que é necessário ampliar a sua rede e os seus cuidados. Esse, mais do que a bola, é um bom desígnio nacional.

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