Passam hoje, exatamente hoje – ó efeméride preciosa! –, trinta anos sobre aquela tarde de sol em que, no Estádio Azteca, Diego Armando Maradona marcou dois golos inesquecíveis na baliza defendida por Peter Shilton.
Não preciso de explicar muito mais: o primeiro, manhoso, com a mão; o segundo, genial, depois de cinco fintas no meio de uma corrida de 55 metros.
Porque invoco eu esta data e estes dois golos? Porque são duas das soluções mais radicais para o jogo de hoje à tarde: ou um dos nossos surripiar a bola aos adversários e fazer um golo daqueles, glorioso, acompanhado de ambulância para cardíacos – ou, como tempero finalíssimo do ‘goulash’ húngaro, marcá-lo nem que seja com a mão. É claro que seria vergonhoso, mas antes isso do que nada.
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