A 5 de novembro de 1991, perto das Canárias, o corpo de Robert Maxwell, o famoso ‘magnata’ britânico (nascido Ján Binyamin Hoch, pobre e judeu) que viajava no seu iate ‘Lady Ghislaine’, caiu ao mar. Não foi considerado suicídio nem homicídio – mas ambas as coisas podiam ter acontecido e, nos domínios da ficção (tanto no cinema, num filme da série Bond, como na literatura, num romance do americano Daniel Silva) é isso que acontece: Maxwell, que fora dono de um grande império editorial que incluía o ‘Daily Mirror’, e colaborador tanto de regimes comunistas como do estado de Israel, tanto do Partido Trabalhista como do governo conservador britânicos, tornara-se uma personagem incómoda. O importante, porém, é o nome do iate, ‘Lady Ghislaine’, que tomava o da sua filha – que, depois da morte do patriarca e da ruína daquele vasto império editorial (largos milhares de milhões de libras), entrou em ‘depressão severa’. Foi então que Ghislaine recebeu um convite para ir aos EUA – espairecer, curar, mudar de vida. Quem a convidava era uma personagem de biografia tão obscura e controversa (já na época) como o seu pai: Jeffrey Epstein, nascido em 1953 em Brooklyn, Nova Iorque, numa família judia e igualmente pobre, e que deixara atrás de si um perigoso rasto de falsificações de currículo, fraude financeira, ligações a empresas que ajudavam milionários a fugir aos impostos, lavagem de dinheiro, além de suspeitas de tráfico de influências e espionagem. Um mundo maravilhoso que incluía condenação por abuso sexual de menor e os investimentos numa agência de modelos femininos demasiado jovens, além de estreita amizade (e negócios) com o CEO da Victoria’s Secret, a cujos desfiles assistia. Tudo se conjuga: mansões por todo o país, apartamentos de milhares de metros quadrados em Nova Iorque, um trânsito entre Palm Beach (Florida) e as Caraíbas, especialmente as Ilhas Virgens, onde tinha instalado o seu domicílio fiscal.
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