Acabei de ler um livro de Jim Harrison sobre comida (‘A Really Big Lunch’, que se pode traduzir por ‘uma bela almoçarada’) e nunca se fica realmente bem depois do exercício. Harrison era um poeta maravilhoso e um homem dado a excessos. Há um filme que adapta um livro seu, ‘Lendas de Paixão’, com Brad Pitt, Julia Ormond ou Anthony Hopkins, mas o melhor dele parece ser mesmo alguma da sua poesia. Ao escrever sobre comida nunca sabe acabar. Passa de perna de carneiro no forno para trufas negras, de churrasco para alho assado ou puré de batata. Depois de um jantar de uma dezena de pratos preparados pelo ‘chef’ Mario Batali foi passear e voltou atrás para pedir "um daqueles pimentos recheados com rabo de boi", embora se recordasse do "salmão inteiro do Atlântico escalfado com molho de azedas". E não falemos dos vinhos que esta alma ingeriu, nem dos insultos contra a comida dos políticos, ou das suas comparações entre comida e, vá lá, sexo: "Porque é que as empregadas de mesa são mais sensuais do que as atrizes ou as modelos? Fácil, trabalham com comida." Jim Harrison, fixem o nome.
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