Fanni Kaplan estivera em Simferopol, na Crimeia, antes de rumar a Moscovo para assassinar Lenine - e, por ter falhado, ser executada na madrugada seguinte numa garagem das traseiras do Kremlin. Há um pormenor lírico no meio disto: a polícia ordenou ao poeta Damian Bedni que estivesse presente durante a execução a fim de traduzir em verso a eliminação de uma inimiga do povo. Era mau poeta e nunca versejou sobre o assunto. Mais tarde, Lenine chamar-lhe-ia "vulgar" e até "pornográfico", o que era um juízo inesperado acerca de um "poeta do campesinato" que seria depois suspeito e silenciado até à invasão nazi da URSS. Uma das acusações sobre Bedni era a de não exaltar suficientemente Estaline e de criticar a existência de "galinhas coletivas".
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