Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesTrês indivíduos costumavam encontrar-se na Quinta do Conde em Sesimbra, para consumirem droga. O produto era adquirido normalmente por dois deles, sendo que José Cruz, para ter acesso à droga, tinha de prestar favores sexuais a um dos outros dois indivíduos, no caso, Guilherme Nobre. Quando este tipo de interação ocorre entre duas pessoas, a possibilidade de as coisas correrem mal, e de acabarem de forma violenta, é enorme. Sabemos sempre como começam, mas nunca sabemos como acabam. Quando alguém, que diz não ser homossexual, aceita ter relações de intimidade com outro homem, unicamente para ganhar alguma coisa, seja dinheiro, contactos, emprego ou droga, a possibilidade de as coisas correrem mal é enorme. Veja-se o caso de Renato Seabra e Carlos Castro. Foi o que aconteceu neste caso. Devido a um problema menor, José Cruz envolveu-se numa discussão com a vítima e desferiu-lhe vários golpes na cabeça, acabando por matá-lo. A indiferença humana a que chegámos é tal, que o terceiro indivíduo aproveitou a luta entre os outros dois para consumir e abandonar o local, sem se interessar pelo que estava a acontecer, sem tentar parar a luta e, pior, sem dar qualquer sinal relativo ao desaparecimento do “amigo”. Um crime horrendo, num mundo miserável.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Não existe violência de esquerda ou de direita. Existe apenas violência.
Torna-se urgente tratar da saúde mental dos portugueses.
Sempre que acontece uma qualquer desgraça, um qualquer acidente, atacamos tudo e todos.
Parece que havendo um inquérito, ele só tem mérito se houver acusação.
Será que ninguém sabia ou desconfiava de nada?
Em 29 estados da Europa, só dois não têm a pena de prisão perpétua.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos