A ânsia expansionista da Federação Russa sobre a Ucrânia, tem e terá consequências para o futuro da Europa, e para todos nós. A próxima década terá a marca desta realidade. Para já, predominam as dúvidas, a incerteza e o pessimismo. Como terminará a guerra? Vladimir Putin ambiciona todos os prémios de um jogo que viciou desde o início. Com quem e como serão negociadas as garantias de segurança para a Ucrânia? Onde e com quem será realizada a próxima cimeira para a paz? Quem mais ganhará e quem perderá neste acordo de paz, que se antevê politicamente mais abrangente, mas também mais cruel para os interesses da Ucrânia e dos próprios Estados Europeus? Tudo isto vai estando no ar, ao livre arbítrio dos interesses geopolíticos que se agitam nestes momentos. A autonomia estratégica europeia é ainda o desígnio de alguma Europa? Com toda esta envolvente de conflitos e guerra, em tempos de claro domínio político e estratégico de Donald Trump, a Europa caminhará para uma maior autonomia política, económica e militar em relação aos EUA? São estes e outros caminhos, na verdade, a escolha do possível, para o outono geopolítico que se avizinha!
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O modelo da Rússia expansionista e da Europa não são compagináveis.
O poder nunca tem tempo e está sempre à esquina de um 'like'.
Os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia, podem estenderem-se a outros Estados vizinhos? Sim.
A União Europeia pelo projeto geopolítico que personifica é um alvo a atingir, não só pela Rússia, como pelos EUA.
A geopolítica também tem os seus momentos de Black Friday.
A derrota e a humilhação da Ucrânia, a acontecer, acarretam um perigo sem precedentes para a segurança da Europa.
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