Regina Soares
Presidente do Sindicato dos Funcionários JudiciaisFala-se muito de inteligência artificial, mas falta sobretudo inteligência organizacional. Fala-se de tribunais do futuro, mas quem trabalha na justiça sabe que o futuro ainda não entrou pela porta. Enquanto se anunciam plataformas digitais, há funcionários que começam o dia a verificar se há papel higiénico, que passam meses sem papel para secar as mãos, que improvisam capas e contracapas já usadas, enquanto as resmas chegam tarde e poucas. Procuram canetas que escrevam, ajustam cadeiras que cedem e fazem da rotina um exercício de resistência. Não é exceção, é regra. E quem representa estes profissionais não pode aceitar que a dignidade do serviço público se meça em resmas.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Os oficiais de justiça não gerem papéis. Asseguram direitos, liberdades e garantias.
Vinte mil milhões de euros é o valor do prejuízo estimado anualmente.
A revisão do estatuto profissional é inadiável e determinante para dignificar a carreira.
TODOS sofrem, por igual, de insularidade, independentemente do salário ou colocação.
Gestão de recursos humanos não pode continuar a assentar em correções sucessivas.
O mais urgente: remeter ao MJ as propostas da regulamentação em falta, para aprovação.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos