Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoO aquecimento da economia volta a provocar a ameaça de desequilíbrios externos. Os dados ontem revelados pelo INE revelam que em julho as importações aumentaram a um ritmo muito superior ao das exportações. A venda de produtos portugueses ao exterior subiu 4,6 por cento, um indicador positivo que revela uma conquista de mercados por parte dos produtos ‘made in Portugal’. Mas as importações dispararam 12,8 por cento.
Esta evolução ditou um aumento do défice da balança comercial para 1057 milhões de euros por mês, mais 466 milhões do que em igual período do ano anterior. O agravamento de 466 milhões em 31 dias significa uma derrapagem diária de 15 milhões.
Agora o défice da balança comercial ultrapassa os 34 milhões de euros, o que significa um saldo negativo de 1,4 milhões em cada hora. E isto acontece com o petróleo em valores aceitáveis. Parte das importações pode ser justificada com o regresso do investimento, mas o consumo tem uma importante quota de responsabilidade nesta derrapagem.
Sem aprender nada
Estes dados e estatísticas indiciam que este País pouco aprendeu com a crise mais recente que obrigou a um resgate violento. O crédito fácil a juros baixos pode estar a financiar a próxima crise.
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