Depois de me ver arreliada com a derrota contra a Geórgia, o meu filho mais velho, de 9 anos, disse como quem dá uma lição: ‘Ó mãe, olha que isto é muita pressão, tu não imaginas. Eu na ginástica [artística] às vezes também sei fazer, mas no momento não consigo. E não és tu que dizes que não podemos ganhar sempre quando eu vou para as provas?’ Simão - 1, Marta - 0 ou ‘faz o que eu digo e não faças o que eu faço’. A verdade é que quando a bola está no pé da Seleção fico imbuída da vontade de vestir um equipamento e ir para a varanda cantar ‘Ai Portugal, Portugal, de que é que tu estás à espera?’, como o Jorge Palma. De repente não sei se torço pela seleção ou pelo rumo do país, como se a cada golo nos enchêssemos de mais confiança no futuro e acreditássemos que somos capazes de tudo. Até de resolver aquilo que tantas vezes nos põe na cauda da Europa. E não estou a falar de bola.
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