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Francisco José Viegas

Francisco José Viegas

Escritor

Todos fomos à Islândia e ao fim do mundo

11 de janeiro de 2026 às 00:30

Talvez o mais belo livro de Júlio Verne seja ‘Miguel Strogoff’ (1876), o nome do mensageiro que, ao serviço do czar, atravessa a Rússia a meio das campanhas militares contra a rebelião dos tártaros. É o livro que coloca Verne (1825-1905) na “constelação da literatura”, já que ‘Cinco Semanas em Balão’ (1863), primeiro, e depois ‘Da Terra à Lua’ (1865) ou ‘Vinte Mil Léguas Submarinas’ (1870), apesar dos seus crescentes sucessos de vendas, precisavam de completar o arco de um romancista – ou seja, ultrapassar o mundo da pura literatura de imaginação e fantasia, a que hoje chamamos “científica”, ou do exotismo geográfico, e fixar-se no heroísmo de uma personagem, na ilusão amorosa ou no cruzamento entre o destino da história e o destino de Strogoff, que é o aventureiro que prolonga a adolescência dos sonhadores românticos. Phileas Fogg (o de ‘Volta ao Mundo em 80 Dias’, de 1873) não era esse tipo.

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