A adaptação do romance ‘Balada da Praia dos Cães’, de José Cardoso Pires, é um dos momentos altos da sua vida como realizador – e dos grandes momentos do nosso cinema. A última vez que o vi foi ao seu lado, numa sala de Famalicão, há dois anos.
Quanto ao filme, o mesmo esplendor da primeira vez: a cor, a perversidade, a melancolia do Inspetor Elias (Solnado), a solenidade erótica de Assumpta Serna, captada como nunca. Quanto a José Fonseca e Costa, o mesmo prazer em olhar, como um detetive – o que acontece em ‘Cinco Dias, Cinco Noites’ (o romance de Cunhal), em ‘O Fascínio’ (romance de Tabajara Ruas) ou o histórico e amado ‘Kilas’, que populariza uma série de bons atores. E o mesmo tom de ironia (em ‘A Mulher do Próximo’ ou ‘Sem Sombra de Pecado’, que adapta David Mourão-Ferreira). Um adeus a Fonseca e Costa com filmes felizes.
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