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Francisco José Viegas

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Quando se fazem alianças, é necessário saber o que os nossos parceiros pensam sobre o que nos separa.

Francisco José Viegas 13 de Novembro de 2015 às 00:30
Quando se fazem alianças, é necessário saber o que os nossos parceiros pensam sobre o que nos separa. Hoje, pouca gente quer fazer alianças com admiradores de Salazar, mas é estranho que seja possível fazê-las com quem defendeu e nunca se demarcou da invasão soviética da Checoslováquia ou quem considera que a URSS de antes (aliada de Hitler e simpatizando com o nazismo) e do após guerra (com as purgas e os campos da morte de Estaline) fez "realizações notáveis" (está no último ‘Avante’) e que os assassínios do Gulag russo, da China comunista ou da máquina de matar cambojana sejam notas de rodapé da História. Dezenas de milhões foram assassinados em vários países, enquanto na Europa simpáticos burgueses patetas davam vivas ao comunismo; só quero saber o que pensam hoje. Não é um pormenor. 

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Citação do dia
"A direita tem de fazer o luto e aceitar a nova normalidade, à espera de melhores dias" 
Eduardo Cabrita, ontem, no CM

Sugestão do dia
 A Relógio d’Água continua a publicar os livros de Flannery O’Connor (1925- -1964). Agora é a vez de ‘Tudo o Que Sobe Tem de Convergir’, contos, com
a magnífica tradução (e posfácio) de Rogério Casanova.
opinião Francisco José Viegas
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