De certa maneira, o poema "Viagem na Família" tornou-se a minha companhia dos últimos dias. O que evoca ele, assim de tão forte? A presença invisível dos nossos, reduzida aos riscos que permanecem na memória, aquela que sobrevive aos vários apocalipses: "alguém/ que pensou em mim antes de eu nascer", "imprecisões,/ elaborados jogos de mentira", a "morte, que é nossa antepassada e nossa herdeira", um "equívoco jogo/ de distinção, decadência, afastamento", "o pó que está em todo o lado e faz desaparecer tudo,/ um móvel, um compêndio, um Sagrado Coração de Jesus". Elementos que fazem parte das casas de família, de cada vez que as recordo ou as visito como se atravessasse "este tempo, pensando em quem pensou em mim,/ entre nós documentos amarelos, o lugar da espada/ um retrato de El-Rei".
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