Angela Merkel criticou Portugal por deixar entrar a variante indiana. António Costa, de peito feito, tratou logo de ‘esclarecer’ a chanceler. E Merkel, devidamente ‘esclarecida’, enfiou Portugal na lista vermelha. Depois do adeus aos turistas britânicos, é o adeus aos alemães. O que terão para dizer o Algarve ou a Madeira dos ‘esclarecimentos’ do primeiro-ministro? Provavelmente, a imortal frase de Juan Carlos ao caudilho Chávez: ‘Por que não te calas?’
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Passos são, como sempre foram, longos, tormentosos e politicamente incertos.
A ‘geringonça’ salvou a carreira política de António Costa e exportou-o para Bruxelas.
Luís Montenegro segue esta escola. A ministra da Administração Interna, jurista respeitável, desempenhava desde o início um papel que não era o dela.
Já ficava feliz se o governo comunicasse com o país em português de gente.
A fúria da natureza não se verga perante cartões partidários.
Numa democracia madura, as eleições não são um incómodo a gerir, mas um dever a cumprir.
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