Em Portugal, lê-se pouco. Pensa-se mal. Escreve-se pessimamente. E fala-se com ornamentos que não lembram ao diabo. ‘Tenho para mim que’. ‘Na minha óptica’. ‘Cumpre salientar’. Ou, no caso do primeiro-ministro: ‘as minhas condolências às famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perderem a vida’. Palavra de honra. Para os cínicos, o primeiro-ministro estava a responsabilizar os mortos por terem sido descuidados em plena tempestade. Não compro essa versão. Luís Montenegro, como bom português, estava apenas a falar caro quando se exigia coisa mais barata. ‘As minhas condolências às famílias dos que morreram.’ A realidade dispensa floreados. Nestes dias de catástrofe, falou-se muito sobre as ‘falhas de comunicação’ do SIRESP. Não peço tanto. Para início de conversa, já ficava feliz se o governo comunicasse com o país em português de gente.
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