Imagine o leitor que entrava no bloco operatório e o médico de serviço, de bisturi na mão, era um ‘boy’ ali colocado pelo partido do momento. Que fazia? Entregava o seu corpo aos cuidados do talhante? Ou tentava fugir antes que a anestesia fizesse efeito? A resposta é óbvia. E, no entanto, quando aplicamos o mesmo raciocínio a muitos dos cargos dirigentes da administração pública, esperamos resultados distintos. Nunca percebi porquê. O deputado Carlos Guimarães Pinto também não - e coube-lhe a ele relembrar o básico: o Estado falha em momentos críticos - incêndios, inundações, etc. - porque as chefias, em larga medida, são ocupadas por afilhados políticos e não por um corpo dirigente estável, recrutado pelo mérito e imune às marés partidárias. Enquanto isto continuar, é inútil esperar milagres. A fúria da natureza não se verga perante cartões partidários.
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