Desastres naturais. SIRESP avariado. Populações ao abandono. Onde está a novidade? Que eu saiba, só no vídeo do ministro da Presidência, que se filmou aos comandos a roer as unhas e a dedilhar freneticamente o telemóvel. Com banda sonora. António Costa, quando se entregava a estes números, era mais comedido: ficava-se por uma foto onde surgia a apagar incêndios com o de- do no ecrã. O governo, agora, excedeu-se - e acabou por apagar a produção. Fez bem. Se a coisa pegava, ainda veríamos outros ministros, em composições dramáticas, sempre que os sarilhos apertassem. Hospitais em ruptura? A ministra da Saúde, de estetoscópio, avançando por entre as macas. Crise na habitação? O ministro respectivo, a acartar argamassa, vestido de Bob, o Construtor. Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
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Até chegarmos ao primeiro-ministro, capa e collants, a esvoaçar sobre um país em emergência permanente.
Aproveitar o embalo para crescer eleitoralmente e tentar ultrapassar os quase 2 milhões de votos que Montenegro obteve nas últimas legislativas.
O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.
Uso generalizado da IA estaria a transformar os alunos em ‘cretinos digitais’ e a corromper o ensino.
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