Quando se avança com a baioneta e se encontra carne mole, avança-se; quando se encontra aço, recua-se.” O ensinamento é de Lenine, mas Donald Trump também o pratica. Viu-se agora com a Gronelândia: a ideia era anexar o território dinamarquês ‘a bem ou a mal’? Os europeus responderam com aço, admitindo a venda da dívida americana que detêm. Os mercados, compreensivelmente, entraram em pânico.
A Casa Branca também: há eleições para o Congresso este ano e ninguém quer chegar às intercalares com a economia nas cordas. Trump recuou. E o acordo de que se fala entre os EUA e a NATO parece ser um mero aprofundamento da presença da Aliança no Ártico. Significa isto que a ameaça passou? Com Trump, o optimismo é ingénuo. Mas o pessimismo também é excessivo. O bully pode parecer imparável - até ao dia em que alguém o pára.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.
É só o fim das certezas fáceis.
Eis, finalmente, os três anos de estabilidade e diálogo que o Presidente Seguro tão generosamente nos prometeu.