Ver José Sócrates a apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina’. Assim escreveu João Miguel Tavares, em 2009. E assim foi processado pelo então primeiro-ministro, perante os aplausos da sua camarilha. Mudam-se os tempos, não se mudam as vontades: Luís Montenegro, indignado com uma piada qualquer no X, avançou para tribunal. Os Torquemadas de ontem ressurgiram em força como os Voltaires de hoje, prontos a defender o autor perseguido. O que não valia no passado, já vale no presente; e o recurso à justiça, tolerável em 2009, é intolerável em 2026. Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão. Seja com Sócrates ou Montenegro, a regra é a mesma: um primeiro-ministro não processa um cidadão porque não gosta da crítica ácida ou da sátira política. São os custos da democracia.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão.
O apoio do centro-direita à sua vitória não está em causa.
Uso generalizado da IA estaria a transformar os alunos em ‘cretinos digitais’ e a corromper o ensino.
Os aliados riam-se da petulância e continuavam a viver à sombra da bananeira americana.
Luís Montenegro vai a votos no domingo. Não é gralha. Um partido - qualquer partido - tem sempre o seu candidato presidencial.
Um restaurante israelita, o Tantura, foi obrigado a fechar em Lisboa depois de ameaças, boicotes e vandalismo anti-semita.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos