Ver José Sócrates a apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina’. Assim escreveu João Miguel Tavares, em 2009. E assim foi processado pelo então primeiro-ministro, perante os aplausos da sua camarilha. Mudam-se os tempos, não se mudam as vontades: Luís Montenegro, indignado com uma piada qualquer no X, avançou para tribunal. Os Torquemadas de ontem ressurgiram em força como os Voltaires de hoje, prontos a defender o autor perseguido. O que não valia no passado, já vale no presente; e o recurso à justiça, tolerável em 2009, é intolerável em 2026. Não levo a sério estes defensores intermitentes da liberdade de expressão. Seja com Sócrates ou Montenegro, a regra é a mesma: um primeiro-ministro não processa um cidadão porque não gosta da crítica ácida ou da sátira política. São os custos da democracia.
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