Um grupo de académicos portugueses assinou um manifesto a pedir a proibição da inteligência artificial generativa nas universidades. O uso generalizado da IA estaria a transformar os alunos em ‘cretinos digitais’ e a corromper o ensino. Concordo com o diagnóstico; tenho dúvidas sobre a terapia. Proibir a IA? Como? Mesmo que as universidades o fizessem, o sistema continuaria a fazer parte da vida dos estudantes - em casa, nos computadores, nos telemóveis. As universidades devem partir do pressuposto de que os alunos usam e abusam da IA e, precisamente por isso, revalorizar a escrita presencial, a oralidade e o debate. Isso é incompatível com o ensino superior massificado que temos? Talvez. Mas então o problema não está na IA; está em quem transformou as universidades em fábricas de diplomados, deixando o pensamento à porta.
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A saída de Rita Rato da direcção do Museu do Aljube é a discussão errada. A discussão certa seria saber como foi que Rita Rato lá entrou.
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O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.
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