As nossas cidades mudaram muito na última década e isso não é necessariamente uma má notícia não deixando de ser uma notícia. Com toda a franqueza até considero que, em muitos casos, possa ser uma boa notícia. No fundo, gostamos todos da ideia do cosmopolitismo mesmo que seja apenas pelo sainete que a ideia empresta a todas as nossas ações pelos caminhos que percorremos nas nossas cidades. As cidades são todas diferentes e as suas ruas também, logo isto é um valor acrescentado. Eu falo de Lisboa porque nunca vivi noutro lugar e é sabido como a Capital está mudada em desfavor dos seus habitantes nativos que são cada vez menos por causa da especulação imobiliária e de tudo o que isso arrasta. Eu falo da Rua de São Marçal que começa na esquina da Travessa da Arrochela com a Rua dos Poiais de São Bento e termina na Rua da Escola Politécnica. Vista de cima ou vista de baixo é sempre a mesma impressão que causa, trata-se de uma rua íngreme e linda a qualquer hora do dia ou da noite. Liga o Príncipe Real à Praça das Flores e fazendo parte da Lisboa 'trendy' conserva a sua dignidade, o que é notável.
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Temo a chegada do dia em que estabelecimentos como estes desapareçam do mapa da minha cidade
Sporting é um caso de estudo.
Sinto-a como um glorioso reduto da Lisboa que vai morrendo para que outra Lisboa nasça
Sigo devotamente os torneios de sumo e digo-o não por presunção, mas porque é esquisito o caminho que me levou até lá.
Os presentes que mais gostei de receber e de que guardo as memórias mais doces.
Vivemos e morremos a olhar para o céu, a não ser que inventemos as nossas próprias estações do ano, que não têm de ser quatro como as da vida real.
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