A actual tragédia dos incêndios deve ser trazida à conta dos vários fracassos dos oito anos de governo do PS, tal como na Educação, na Saúde ou na habitação. Claro que o PS e António Costa, coitados, não têm culpa dos incêndios, mas convém lembrar como, depois da catástrofe de 2017, na qual morreram 114 pessoas, foram eles a lançar uma reforma sobre o assunto, apresentada quase como uma revolução, tal era a sua importância e profundidade: foi criada a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, foi criado o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, foi concebido um Plano Nacional de Acção, tudo sob tutela de um proclamado guru da gestão florestal, cujo principal ponto de vista era o de que errado apostar tudo no combate aos incêndios, devendo apostar-se muito mais na prevenção, através da gestão do espaço florestal, com imensas medidas, que iam de fogos controlados e métodos de limpeza até alterações de regime da propriedade. O Presidente da República empenhou-se na mudança de “paradigma” e imensos meios foram postos à disposição da nova estratégia. Mas veio 2024 e morreram 16 pessoas, e veio 2025, que continuou a desgraça do ano anterior. A promessa de um país sem fogos desastrosos foi para ao mesmo sítio das promessas de António Costa de que todos os portugueses teriam médico de família em 2017 ou uma casa em 2024.
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