Luciano Amaral
Professor universitárioA plataforma eleitoral responsável pela eleição de António José Seguro foi tão variegada que, evidentemente, as suas partes não estavam todas a pensar no mesmo. Não se pode ir de votantes do BE ao CDS, mais tudo o que há pelo meio, esperando daí homogeneidade. As partes juntaram-se apenas num ponto: recusar André Ventura. Não admira, por isso, que poucas horas e dias passados sobre a eleição, começassem a "exigir" coisas ao Presidente eleito. O PCP veio logo explicar que se “impõe” ao Presidente não ser “suporte” do Governo. O PS que o Presidente tem de “contribuir” para que o Governo “responda às propostas do PS”. Comentadores da direita filo-segurista vieram dizer coisas como “então e nós, que fomos quem deu a vitória esmagadora? Não podemos ser esquecidos”! O próprio Seguro fez um discurso de vitória cheio de ambiguidades, oscilando entre promessas de cooperação institucional e uma atitude mandona, com cacetadas ao Governo sobre a gestão das tempestades, mostrando o que pode ser o tal Presidente “sem amarras”, legitimado por quase quatro milhões de votos.
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Esta Constituição tem várias coisas a recomendá-la.
Pelo que se consegue perceber, os EUA acreditaram tanto no êxito do Plano A que não previram Plano B.
Tal como na França do século XVII, tudo é bastante complicado. História do livro nem sequer acaba bem.
A oportunidade é má, mas Passos talvez não tenha outra.
É no comando das forças armadas que o presidente americano se torna o homem mais poderoso do mundo.
Trump ganhou porque os americanos estavam fartos de dogmatismos wokistas.
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