Mário Pereira
Editor de DesportoAconteça o que tiver de acontecer em Braga, depois de amanhã, Rui Vitória está garantido como treinador do Benfica. Na jornada seguinte também. E na outra. E nas que vêm depois. Vitória é, por esta altura, o técnico com o lugar mais seguro de todos os 18 que exercem funções nos clubes da Liga portuguesa .
A sustentação desta quase epifania não emana da crença deliberada na argumentação várias vezes repetida nas últimas semanas, pela estrutura do futebol do Benfica, segundo a qual há um novo paradigma no clube.
Um padrão que se rege pela potenciação da formação, estratégia de riscos previstos, calculados e assumidos. Segundo as versões postas a circular, esta época seria sempre uma espécie de ano zero, até pela rutura inevitável que seria preciso assumir face à saída de um treinador que marcou o clube, de forma indelével, nos anteriores seis anos. Pode ser isto tudo, sim. Mas a maior de todas as razões que explicam a fortaleza de Rui Vitória está acima disso: despedir o treinador, seria para Luís Filipe Vieira a assunção suprema de que tinha falhado rotundamente ao não renovar com Jorge Jesus, no verão passado. Uma derrota ainda maior do que os três desaires deste início de época com o Sporting, juntos. Há coisas destinadas a nunca acontecerem.
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