Veremos se o divórcio entre Donald Trump e Elon Musk é para levar a sério. Mas, se for, ninguém pode alegar surpresa: nos casamentos por conveniência, a relação acaba quando acaba a conveniência. Trump precisava de Musk para ser reeleito. Musk precisava de Trump para fazer negócios e tratar da burocracia federal com o mesmo tipo de ‘destruição criativa’ que aplica às suas empresas. Mas como reconciliar o nacionalismo paternalista de Trump com a utopia tecnolibertária de Musk? Impossível. O projecto de lei orçamental que acrescenta 3,8 mil milhões de dólares a uma dívida já explosiva foi apenas o gatilho de uma dissonância muito maior.
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O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.
Com todas as reservas que Trump me merece, espero que esta guerra, uma vez iniciada, traga pelo menos a libertação dos iranianos.
José Sócrates já tem novo advogado. É o quarto oficioso.
Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito.
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