Luís Montenegro tem andado a brincar ao gato e ao rato com o Ministério Público. Pedem-lhe documentação vária sobre os seus negócios e patrimónios. Ele não a envia. Ou envia tarde. Ou envia às prestações. É um comportamento bizarro: se nada tem a esconder, por que se esconde tanto o primeiro-ministro? E, já agora, por que se queixa ele de interferências ‘revoltantes’ da justiça nas campanhas eleitorais? É Montenegro, e não o MP, quem fornece a lenha para esta fogueira. Perante este degradante impasse, talvez não fosse inútil ao Procurador-Geral da República decidir-se pela abertura formal de um inquérito. Para esclarecer de vez esta nuvem pestilenta. Um primeiro-ministro sob investigação não é o fim do mundo. Desde que não apareça na residência oficial de S. Bento um seu chefe de gabinete com dinheiro escondido nas prateleiras.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.
É só o fim das certezas fáceis.
Eis, finalmente, os três anos de estabilidade e diálogo que o Presidente Seguro tão generosamente nos prometeu.
O destino do conflito será decidido entre o impulso de parar já e a suspeita de que parar agora pode sair mais caro do que continuar.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos