Só mesmo Marcelo para se lembrar de Eça de Queiroz e de ‘A Ilustre Casa de Ramires’, romance sobre o passado glorioso e o presente sem ambição de um Portugal a marcar passo. Ainda somos esse país, eis a mensagem do Presidente - e a descrição do fidalgo Gonçalo Mendes Ramires, citada por Marcelo, ainda é um retrato de família: os fogachos que acabam em fumo; as trapalhadas nos negócios; a esperança num milagre qualquer; a cobardia instintiva que rapidamente resvala no heroísmo imprudente. Como Salazar terá dito a um dos seus confidentes, a gente puxa por isto, mas não dá mais. A grande diferença é que Marcelo não se exclui do diagnóstico e, mal por mal, lembra os quase 900 anos de existência contínua. Fraco consolo? Será. Mas, para temperar a retórica grandiloquente do governo, um pouco de realismo não fica mal a ninguém.
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Mas, para temperar a retórica grandiloquente do governo, um pouco de realismo não fica mal a ninguém.
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