Nunca levei a sério as mensagens natalícias de quem nos governa. A coisa oscila sempre entre o paternalismo e a propaganda - e o actual governo não foge ao figurino. Desta vez, com avisos directos à oposição (‘Deixem-nos cumprir a legislatura’) e uma referência equívoca a Cristiano Ronaldo. Sim, o jogador é um exemplo de talento e trabalho. Mas o futebol onde ele prosperou, ao contrário do país real, não sufoca esse talento e trabalho em burocracia, compadrios, acesso irregular à saúde ou entraves à criação de riqueza. Acredi- tar que cada português pode ser um Ronaldo é esquecer o Portugal atávico que o rodeia. Se o primeiro-ministro quer mudar esse país, óptimo; se quer imitar a ‘mentalidade’ de Ronaldo, melhor ainda. Mas isso faz-se com actos, não com pa- lavras. Ronaldo não se tornou o melhor do mundo só por repetir que era o melhor do mundo. Provou-o.
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.
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