João Pereira Coutinho
Um dos grandes erros do nosso tempo é a ideia de que certas "conquistas civilizacionais" não precisam de defesa permanente. Imagino que, nas vésperas da Primeira Guerra Mundial, a Europa "liberal" e "civilizada" pensaria o mesmo – e muitos, aliás, escreveram-no. A guerra era impensável, tendo em conta a interdependência económica das nações europeias, escreveu Norman Angell, em ‘The Great Illusion’ (1910). Ou, então, o desenvolvimento tecnológico dos armamentos era tão impressionante que só estadistas com queda para o suicídio arriscariam uma matança global, escrevera antes Ivan Bloch no seu ‘War in the Future’ (1898). Azar. Em 1914, a Europa pertencia aos suicidas.
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