O mundo prepara-se para evocar o centenário da Revolução Bolchevique e Cavaco Silva já deu o tiro de partida. Na ‘universidade’ do PSD, o ex-Presidente perguntou: onde estão os bolcheviques?
Obviamente, não estão: se PCP e Bloco ainda mereciam o benefício da dúvida, agora não há dúvidas. Temos dois partidos ‘burgueses’, que disputam a distribuição das migalhas – mas que, no essencial, aceitam cortes brutais na despesa e acatam qualquer ordem de Bruxelas sem ‘piar’ e muito menos defender a ‘revolução socialista’.
No fundo, PCP e Bloco são como amantes que prometem muito – e, na hora decisiva, retiram-se do quarto com a cabeça baixa. Uma vergonha? Eu prefiro chamar-lhe um progresso. Mas percebo que os camaradas não gostem de ver a sua própria impotência na praça pública. Por isso insultam Cavaco com a mesma fúria com que Lenine, esteja lá onde estiver, os insulta a eles.
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Passos são, como sempre foram, longos, tormentosos e politicamente incertos.
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Luís Montenegro segue esta escola. A ministra da Administração Interna, jurista respeitável, desempenhava desde o início um papel que não era o dela.
Já ficava feliz se o governo comunicasse com o país em português de gente.
A fúria da natureza não se verga perante cartões partidários.
Numa democracia madura, as eleições não são um incómodo a gerir, mas um dever a cumprir.