Parece que a Apple deve 13 mil milhões de euros em impostos na Irlanda. E a Irlanda exige-os sem demoras, mesmo que isso signifique rasgar os acordos fiscais que retiraram o país do buraco. Ser um destino confiável para o investimento internacional já não é uma prioridade para Dublin.
Felizmente, António Costa viu aqui uma oportunidade. E, recusando eventuais esmolas que a Apple deve a Portugal, afirmou que o país quer receber os principais gigantes tecnológicos com uma fiscalidade competitiva. Como um estadista de visão, Costa sabe que os ganhos económicos da medida – receita, emprego, etc. – são imensamente superiores à ausência de investimento que nos tem condenado à estagnação, ao saque fiscal e à mendicidade europeia.
Costa merece aplausos: ao bater pela primeira vez o pé a Bruxelas, o primeiro-ministro mostra que Portugal é um país com futuro – e a Irlanda, coitada, não.
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