Sempre que há motins em bairros pobres, dou por mim a pensar nos pobres do bairro. Falo de gente anónima e trabalhadora, fechada nos seus apartamentos e aterrorizada pela delinquência. Em 2020, quando um cidadão negro foi assassinado por um polícia branco nos EUA, a destruição e a violência correram soltas. E os progressistas, como resposta, defenderam menos financiamento para a polícia. As reacções dos habitantes das periferias foram de pânico: sem policiamento, ficariam entregues à lei dos gangues. Como é evidente.
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.
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