Causou um certo estremecimento o episódio das funcionárias do DIAP que fizeram uma dança no varão para animar os colegas.
Verdade que danças no varão têm sempre esse propósito – causar estremecimento – mas no caso em apreço a pergunta é outra: serão admissíveis estes exercícios? Sinto-me dividido. Por um lado, e tendo em conta o absurdo nível de litigância em Portugal, é impossível não simpatizar com estas donzelas, que vivem soterradas em processos entediantes quando o corpo pede outras excitações. Mas depois sou informado que o vídeo foi posto a circular por uma das chefes (e dançarinas) e aí o meu coração arrefece. Não pela dança em si, entenda-se; mas pela clamorosa falta de inteligência – um défice preocupante quando a investigação judicial exige alguma massa cinzenta.
Resta-nos a consolação de saber que, caso rolem cabeças, será sempre possível ponderar outras carreiras.
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.