Luís Tomé
Professor Catedrático de Relações InternacionaisA retumbante vitória eleitoral de D. Trump tende a transformar os EUA numa “democracia iliberal”, em que um político iliberal utiliza a legitimidade da soberania popular para fazer avançar a sua agenda, desmantelando ou fazendo retroceder pilares fundamentais da Democracia. Não o consumando na sua primeira Presidência, Trump regressa agora à Casa Branca juntamente com maiorias do “seu” Partido Republicano no Congresso (confirmada no Senado e quase certa na Câmara dos Representantes) e com uma maioria de juízes conservadores no Supremo Tribunal Federal, condições que lhe permitem prosseguir um “guião” bem conhecido de outros líderes iliberais como Erdogan na Turquia, Órban na Hungria ou Modi na Índia: fomentar a polarização sobre temas controversos; controlar o poder judicial, além dos poderes executivo e legislativo; atacar meios de comunicação social independentes; condicionar a oposição política; substituir “dissidentes” por “fiéis” na administração pública; e utilizar certos grupos da sociedade como “bode expiatório”. Este processo pode degenerar em violência política. E, paradoxalmente, ficará como “legado” de Obama-Biden-Harris.
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