A política hoje em dia dá de facto muitas voltas e mesmo para quem a siga atentamente, por vezes, não é nada fácil acompanhar a velocidade. Por exemplo, aqui há tempos dizia-se que seria muito bom para Assunção Cristas ter o apoio do PSD e só se dissertava sobre o que seria melhor para o próprio PSD, e muitos diziam que não seria nada bom seguir esse caminho. Agora surgem cada vez mais vozes a admitir esse apoio. Uma delas é a do presidente da Junta de Freguesia da Estrela, Luís Newton, que tem estado a efetuar um excelente trabalho. E passadas também essas semanas começou a ser ponderado até que ponto será bom para Assunção Cristas ter esse apoio. Ou seja, se tendo esse apoio não ficará ‘obrigada’ a ganhar as eleições e se não seria mais seguro não ter essa obrigação, com o CDS a ir sozinho e ter um bom resultado, acima das anteriores marcas obtidas pelo seu partido em Lisboa. Por razões que se compreenderão, não quero emitir aqui qualquer juízo valorativo sobre as duas hipóteses.
Também a propósito das voltas que a política dá, quem diria aqui há três anos que o PSD poderia apoiar em 2017 os candidatos autárquicos que expulsou em 2013. Com toda a franqueza, parece–me difícil conceber tal cenário. Isto não envolve qualquer juízo sobre as pessoas em causa ou menor consideração pela dificuldade da tarefa do coordenador nacional autárquico, Carlos Carreiras, que tem desenvolvido um trabalho intenso na procura dos objetivos estabelecidos (e que há três anos não teve essas responsabilidades e essas opções).
Mas a mesma ressalva já não posso dizer sobre as opções de uma força política que admita tal ‘cambalhota’, principalmente quando envolve pessoas que apoiaram candidaturas contra o próprio partido, nomeadamente em eleições legislativas. E, já agora, quem diria também há três ou quatro anos que o PSD nas eleições seguintes admitiria apoiar com naturalidade candidaturas de autarcas até aqui independentes no concelho de Oeiras.
Devemos todos calar-nos e fazer de conta que não damos por isso, mas quando se cita Sá Carneiro, de que a política sem risco é uma chatice e sem ética é uma vergonha, então não podemos deixar de dar por isso. Devo dizer que, nalguns casos, não concordei com as opções do PSD à época, apesar dos laços pessoais que me ligam, por exemplo, a Pedro Pinto.
Não concordei com a decisão do PSD para Sintra de não aceitar apoiar a candidatura de Marco Almeida. Se o tivesse apoiado ele era hoje presidente da Câmara de Sintra e foram questões internas que impediram esse apoio. Já que foi outra a decisão e que Pedro Pinto teve que fazer aquele combate, calculo o que ele sentirá numa altura destas. Eu admito que, tal como as pessoas, os partidos possam sentir arrependimento, mas se o sentem têm de o assumir e de o declarar. Têm que dizer ‘expressis verbis’ que se enganaram há quatro anos e que seguiram o caminho errado. Só isso é que dá alguma legitimidade para essa mudança tão grande.
Arte no MNAC e no Maria Matos
Depois de ter tido mais de 40 mil visitantes no Porto, a exposição ‘Amadeo de Souza Cardoso / Porto-Lisboa / 2016-1916’ foi inaugurada ontem no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (MNAC), em Lisboa. Trata-se da recriação da exposição que em 1916 tinha estado na então Liga Naval, no Palácio Calhariz, localizado no largo com o mesmo nome em Lisboa. Há cem anos, as 113 obras vanguardistas de Amadeo provocaram acesas reações.
Seguramente, agora, as reações serão outras, mas o interesse será o mesmo. Para crianças e jovens, e também em Lisboa, está este fim de semana em cena no Teatro Maria Matos a peça ‘A Manta’, que se inspira na tradição das histórias contadas pela avó (Carla Galvão) aos seus netos. A peça, dirigida por Romeu Costa, está em cena até domingo.
Capacidade de tirar o chapéu
Tem de se tirar o chapéu à capacidade do Benfica. É impressionante a facilidade com que chega aos embates mais difíceis e vence. Até pode falhar no próximo, mas isso faz parte do futebol. Esta do treinador do Benfica pôr no jogo da Liga a dupla Jonas/Mitroglou e, três dias depois, na Taça da Liga, a dupla Guedes/Rafa, e ganhar 2-0, das duas vezes, sem espinhas, tem que se lhe diga. E não deve ser nada fácil a Rui Vitória disfarçar a vaidade que deve sentir.
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