Em 2007, no meu primeiro ano como Ministro da Administração Interna, cumprimentei um a um, antes da “época de incêndios”, os cerca de onze mil homens e mulheres em prontidão para o combate nos dezoito distritos do continente. Depois, compareci em todos os cenários complexos de incêndio, participando nos “briefings” da Proteção Civil. Estive sempre presente nos funerais das vítimas (num deles, o Padre passou-me a palavra na missa de corpo presente). Quando permanecia em Lisboa, a ida ao fim do dia à sede da Proteção Civil era a regra. Adotei estes procedimentos por os considerar úteis para a coordenação política e devidos. Nunca me impediram de fazer o trabalho de gabinete necessário. Não “paguei” um cêntimo por estudos legislativos exteriores ao Ministério e o preço da minha “hiperatividade” foi abdicar de férias. Agora, a orientação é outra. Diz-se que a ida ao terreno é prejudicial. Nunca o notei e vi um claro sinal contrário nos olhos das pessoas com que me cruzava. A experiência de proximidade deu-me a perspetiva global e integrada do flagelo. Não tenho críticas a fazer a quem discorde de mim, mas voltaria hoje a fazer o mesmo.
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