Todas as palavras, principalmente quando estão em causa as mais importantes, têm de ser escolhidas e medidas antes de serem ditas. A palavra dos EUA gerou nos europeus algo comparável à ansiedade de separação, um mal-estar excessivo comum a crianças longe dos pais, animais dos donos, ou namorados afastados apesar das juras sinceras. Aos europeus falta-nos os EUA e custa-nos que sejam tipo antibiótico: só de 12 em 12. Habituámo-nos a décadas da sua forte presença na Europa - sabiam que é o tabuleiro do jogo da estabilidade mundial. Em 1993, os EUA tinham 315 mil militares na Europa; em 2006, 115 mil; agora, 64 mil; e para o ano estarão por cá? Com lideranças americanas e europeias sequestradas nas suas guerras internas, os sociopatas inimigos da Paz ganharam batalhas militares e económicas na Europa, África e Ásia. Europeus e americanos têm de perceber que a paz, com minutos falsamente bons, foi passageira e enganadora. A porta tem de ser de novo aberta ao bom e trancada ao inimigo que vai às gavetas e rouba da filha. Para já, o sociopata fez-se escolher por coação e ganha. Vamos juntos acreditar que, a seu tempo, haverá mais do que fingir e sobreviver. Haverá vida e será bonita.
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