O conto de Charles Perrault foi publicado em 1697, mas continua atual. O Barba Azul era um conde violento, que casou seis vezes e as seis esposas desapareceram. A sétima mulher, curiosa, acedeu a um quarto onde ele a proibira de entrar - e encontrou os corpos das seis. O Barba Azul, ensandecido, tentou matá-la mas foi morto pelos irmãos da sétima esposa - que herdou a fortuna, ajudando os irmãos e acabando por casar um homem que a amava. O conto é desde então usado pela Psicologia, como o síndrome do Barba Azul, um predador de mulheres, no inconsciente coletivo como figura de um masculino negativo. Essa herança psíquica mantém mulheres cativas de misóginos. E o conto demonstra que, mesmo sendo difícil, é possível à mulher livrar-se da subjugação e dor. Trata-se de acabar com o símbolo que séculos de abusos normalizaram. Cabe ao Estado ajudar as vítimas no acesso a psicoterapia que lhes permita criar as ferramentas internas para se libertarem do homem tóxico, manipulador, controlador e abusador. Sem saúde mental é infinitamente mais difícil à mulher vítima dar o passo em frente.
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