As retóricas de “perceção” do risco dos polícias e de “perceção” da criminalidade levaram agora duas chapadas de realidade; na face do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e da ministra da Administração Interna, Margarida Blasco. O primeiro percecionou que o risco dos polícias não justificava “nem mais um cêntimo” - sexta-feira, militares da GNR heróis pagaram com a vida quando regressavam de proteger o que é de todos; e a segunda viu a sua secretaria-geral assaltada, num insulto ao Estado, quando se repete a dizer que o crime não subiu e isso é só “perceção” das pessoas. Normalmente é assim, só nos apercebemos que as coisas não estão bem quando o mal nos atinge de frente e magoa. Mas nestas duas situações os avisos estavam lá há muito tempo. Os GNR da Unidade de Emergência, Proteção e Socorro, a que pertenciam as vítimas, recebem a mais por descer de helicópteros no meio de chamas, que enfrentam com enxadas, apenas um suplemento especial de serviço de 283,80 €/mês (menos descontos que alguns parecem esquecer). Isto paga o risco? Não! Bem escreveu o filósofo Richard Feynman: “Estupidez é saber a verdade, ver a verdade, mas ainda acreditar na mentira.”
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