O sempre direto Sting afirmou, numa entrevista, que a música que se anda a fazer não é boa para a saúde mental de quem a ouve. E justificou-o com o desaparecimento da ponte nas composições. A ponte é a secção que contrasta com o resto da canção. Explicou-o assim: “Para mim a ponte é uma terapia. [Sem ela] estás num círculo vicioso, é uma armadilha.” E deu um exemplo clássico: “Contas numa canção: a minha namorada deixou-me. Estou sozinho. Refrão - estou sozinho. Voltas a reiterar isso. E depois chegas à ponte e entra um acorde diferente, pensas: talvez ela não seja a única rapariga no bairro, talvez deva procurar noutro lugar.” Ou seja, sem uma ponte “não tens a sensação de libertação de que estás a sair da crise”. Falta a Portugal construtores de pontes. Homens e mulheres para refletir, encontrar e mostrar outras soluções. Capazes de fazer os Soldados da Paz enterrar o machado de guerra. Com coragem para demitir Paulo Rangel do posto de segunda figura do Governo. Falta-nos um Mário Soares. Quem pode, não avança e nem toma atitudes. Nada acontece com planos e intenções. Só com ação. Até lá, a música será barulho: má, desesperante e inútil. Sem pontes, como na Vida.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Quem está na tasca e depois pega no carro não vai antes à internet para se sensibilizar.
Estado que não investe no teatro, deseduca e promove o ‘brain rot’.
Descuidos na segurança das operações são 'borlas' aos adversários.
Um indivíduo perceciona pela visão estar a ouvir uma coisa, quando está de facto a ser dita uma outra.
Dificilmente Trump - que para já só alcançou o alastrar do conflito a toda a região - conseguirá algo sem tropas no terreno.
Mal o foco do País se desviou da devastação do mau tempo, ressurgiu o caos na Saúde.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos