Há três semanas que Portugal arde sem tréguas. Começou no Norte, alastrou ao Centro, devorando mato, casas e vidas. O céu tornou-se laranja e o ar, irrespirável. Montenegro, primeiro ausente em férias, agora resguardado em Carnaxide, mantém a falta de explicações - como se o fogo não lhe dissesse respeito. A ministra, entre conferências sem perguntas e respostas sem humildade, parece mais preocupada com as certezas do que com a tragédia.
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Diz-se doente, mas nunca demasiado para dar entrevistas. Renuncia, mas não sem antes atacar a advogada nomeada pelo tribunal.
Tudo fará para anexar a Gronelândia.
Convém não perder de vista o essencial - Ventura saiu vencedor no domingo e o seu objetivo é chegar a primeiro-ministro.
Em Portugal diz-se que é o fado, mas esta degradação do Serviço Nacional de Saúde não é destino, não é azar, nem fatalidade: é política pública.
Agora, se tudo não passar de uma farsa, a sensação de impunidade será ainda mais destruidora.
E, no fim, todos dirão que as sondagens falharam - menos as que acertaram.
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