Ninguém consegue travar Sócrates. O pudor, já percebemos há muito, não é virtude que o incomode, a vergonha também não aparece no rol das suas preocupações. Sócrates goza com os juízes, o sistema e o país, enquanto se apresenta como vítima de uma conspiração permanente. Agora, queixa-se de não ter culpa de o advogado ter apanhado pneumonia — como se a Justiça devesse suspender-se por motivos meteorológicos ou clínicos. José Preto, o advogado, segue a mesma escola. Diz-se doente, mas nunca demasiado para dar entrevistas. Renuncia, mas não sem antes atacar a advogada nomeada pelo tribunal. No fundo, ambos dominam a arte de transformar processos judiciais em espetáculos mediáticos. Falta-lhes admitir o óbvio: não estão doentes, estão apenas confortáveis na impunidade - e com excelente saúde para falar.
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Diz-se doente, mas nunca demasiado para dar entrevistas. Renuncia, mas não sem antes atacar a advogada nomeada pelo tribunal.
Tudo fará para anexar a Gronelândia.
Convém não perder de vista o essencial - Ventura saiu vencedor no domingo e o seu objetivo é chegar a primeiro-ministro.
Em Portugal diz-se que é o fado, mas esta degradação do Serviço Nacional de Saúde não é destino, não é azar, nem fatalidade: é política pública.
Agora, se tudo não passar de uma farsa, a sensação de impunidade será ainda mais destruidora.
E, no fim, todos dirão que as sondagens falharam - menos as que acertaram.
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