A denúncia de assédio envolvendo Cotrim de Figueiredo é um daqueles episódios que força a reflexão. Não se sabe, ainda, se as acusações são verdadeiras, mas a forma e o timing levantam questões inquietantes. Não se pode ignorar o impacto político de uma acusação dessa magnitude. No entanto, a questão vai além da política partidária ou de quem ganha ou perde com a revelação. O mais grave aqui é a necessidade urgente de esclarecer os factos. A leitura das mensagens, os convites sexuais alegadamente feitos pelo candidato são revoltantes e devastadores. Se tudo isso for verdade, o que está em jogo não é apenas a dignidade de uma pessoa, mas a credibilidade de um sistema inteiro, de um partido, de uma política que se diz moral. Agora, se tudo não passar de uma farsa, a sensação de impunidade será ainda mais destruidora. O que se exige, então, é que a justiça seja feita, sem recuos ou manipulações.
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Agora, se tudo não passar de uma farsa, a sensação de impunidade será ainda mais destruidora.
E, no fim, todos dirão que as sondagens falharam - menos as que acertaram.
Falhou o homem. Falhou o tempo. Falhou a vida. Será que não falhou nada mesmo?
A justiça transforma-se num espetáculo de paciência infinita.
Não é só uma decisão judicial; é uma mensagem social.
O Estado hesita, e nessa hesitação perde-se algo essencial: a ideia de que a lei não é decorativa. Porque a Justiça que tarda não é apenas injusta - é perigosa.
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