Uma jovem é violada num hostel e o suspeito apanha uma pena suspensa. Ela estava inanimada; o tribunal deu como provado que o homem sabia disso e que, ainda assim, lhe disse: “tu provocaste-me”. Mesmo assim, relevam: “Ela estava embriagada, pôs-se a jeito!”
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A justiça transforma-se num espetáculo de paciência infinita.
Não é só uma decisão judicial; é uma mensagem social.
O Estado hesita, e nessa hesitação perde-se algo essencial: a ideia de que a lei não é decorativa. Porque a Justiça que tarda não é apenas injusta - é perigosa.
Mariana provou que a justiça não é para todos.
Quem é chamado a gerir o que é de todos deve aceitar sem reservas o escrutínio.
Enquanto o debate público insistir na culpa da vítima e não na responsabilidade coletiva, continuaremos a falhar - às mulheres, às crianças e à própria ideia de justiça.
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